ACRio e Prefeitura pretendem transformar RJ em cidade inteligente até 2019

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A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio) e a Prefeitura querem integrar os grandes eixos do setor de transportes como os aeroportos, os portos, as rodovias, tornando o Rio uma cidade inteligente até 2019. De acordo com o presidente da ACRio, Paulo Protasio, essa é uma grande oportunidade para o Rio de Janeiro e deve ser feita urgentemente. “Nós queremos chegar em 2019 com uma cidade integrada. Nós temos essa perspectiva e acredito que vamos nos comprometer junto a Prefeitura. Vamos formar um grupo com a Prefeitura para organizarmos em caráter emergencial esse programa”, explica Protasio.

A ACRio, através do seu Conselho Empresarial de Logística e Transporte, recebeu o vice-prefeito do Rio de Janeiro e Secretário Municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, para falar sobre os planos da Prefeitura para a mobilidade e abastecimento da cidade. O encontro, realizado no dia 21 de fevereiro, reuniu especialistas da área para ouvir as propostas do governo atual para o setor.

Mac Dowell lembrou que os investimentos para o Porto do Rio são prioridades do governo atual para o setor. Segundo o vice-prefeito, a cidade precisa integrar a região portuária para gerar mais oportunidades e contribuir com a engrenagem do RJ. “O Porto tem uma capacidade muito grande, mas ainda é deficitária. A Prefeitura quer trazer o Porto para a cidade, sem que ela empurre o Porto de volta para o mar”, afirma Mac Dowell.

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Privatização da Linha Vermelha e substituições do BRT

Durante a palestra, o secretário explicou que a Prefeitura do Rio estuda repassar à iniciativa privada a gestão da Linha Vermelha, uma das principais vias de acesso ao Centro da cidade e que liga às Zona Norte e Centro à Baixada Fluminense. De acordo com MacDowell, a intenção é fazer uma concessão da rodovia, hoje administrada pela prefeitura, para que a via tenha a gestão feita pela iniciativa privada. A ideia é repetir os moldes em que atua a Linha Amarela, importante via expressa privatizada da cidade. Na Linha Amarela, carros de passeio pagam R$ 5,90 e motos são isentas.

Fernando Mac Dowell
Mac Dowell: “Custa de manutenção da via é muito alto”

“Nós temos que ter recursos para atender a educação e as pessoas, na saúde, hospitais e etc… se a gente ficar gastando muito dinheiro nisso, prejudica. Então, é o que eu fiz lá atrás na época, eu fiz a (Linha) Amarela, na época, para que o governo pudesse investir no social”, disse o vice-prefeito. O vice-prefeito não deu prazo para que a concessão da Linha Vermelha saia do papel. Também não há informação em que ponto da via seria instalada a praça do pedágio.

Mac Dowell falou, ainda, sobre as obras da Transbrasil. O secretário afirmou que, devido ao custo da obra, estuda a implantação de uma linha de VLT (pré metrô), em vez dos ônibus BRT.

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