Economista da UFRJ alerta para a importância da competitividade para o turismo fluminense

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Às vésperas de sediar o maior evento esportivo do mundo, o Rio de Janeiro entrará no holofote do turismo global. Segundo estimativas da prefeitura, estão sendo aguardados cerca de 1 milhão de turistas para os Jogos Olímpicos Rio 2016. No entanto, apesar dos eventos, praias, carnaval e outras atratividades, a capital fluminense ainda precisa estruturar melhor o setor de turismo para que ele consiga alcançar a sua potencialidade. A análise é do coordenador do Observatório de Estudos sobre o Rio de Janeiro da UFRJ, Mauro Osório.

Ele realizou, nesta segunda-feira (20/7), palestra intitulada Ponderações sobre uma estratégia turística para o estado do Rio de Janeiro, na qual apresentou dados socioeconômicos do estado e os desafios existentes para que ele seja mais atraente para a atividade turística. O evento foi realizado durante reunião do Conselho Empresarial de Turismo Pró-Rio, na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

De fato, mesmo sendo a cidade mais visitada do país, o Rio de Janeiro ainda enfrenta problemas. Prova disso é o resultado da pesquisa feita pelo Ministério do Turismo, publicado em 2014, que aponta que a cidade está em quarto lugar no ranking de competitividade turística, atrás de São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG).

“Nós temos que despoluir a Baía de Guanabara, ter uma linha de metrô ligada ao aeroporto Internacional, vender melhor os nossos produtos turísticos, ter uma melhor agenda de eventos e, acima de tudo, planejar melhor políticas públicas para o setor de turismo. Temos que aproveitar a Olimpíada para transformar o Rio de Janeiro na capital do Esporte na América Latina. Temos uma enorme potencialidade para o turismo, mas, se olhássemos, hoje, apenas três cidades conseguem aproveitar o turismo no Rio de Janeiro de forma eficiente: Parati, Itatiaia e Búzios. Precisamos avançar”, avaliou Osório.

A questão da segurança também foi apontada pelo economista como um outro gargalo. “A política de segurança pública teve avanços, mas precisamos pensar mais a metrópole carioca. Os índices ainda são altos, sobretudo na Baixada Fluminense”, concluiu.

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