Empresários pedem ações do governo federal para solução do caos na Segurança Pública do RJ

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Em carta direcionada ao presidente da República, Michel Temer, empresários ressaltaram a importância da atuação da União na solução para a crise na Segurança Pública do Rio de Janeiro. De acordo com o documento, a situação requer medidas imediatas, abrangentes e decisivas e cobra do governo uma sintonia maior com as autoridades locais, assim como um engajamento duradouro e profundo.

Em reportagem publicada no Jornal O Globo neste domingo (14), após um ano de governo Michel Temer, os planos de Segurança do governo Temer, incluindo o estado do Rio de Janeiro, não saíram do papel. Segundo a reportagem, a atuação federal é apontada por analistas e gestores da área como meramente reativa a crises pontuais.

Em resposta ao pronunciamento empresarial, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que o governo federal vai elaborar um programa de segurança integrado para o estado e que conta com a participação da iniciativa privada no combate à criminalidade. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella classificou as iniciativas como “extraordinárias”.

“Senhor Presidente, nós, cariocas, estamos realizando nossa parte. É fundamental que o Governo Federal faça a sua. Já não bastam medidas paliativas. A situação requer ações imediatas, abrangentes e decisivas, em sintonia com as autoridades locais, para garantir proteção permanente a moradores e visitantes. Sem o engajamento profundo e duradouro do seu governo, será em vão qualquer esforço. Fique certo de que estamos preparados para retribuir o apoio da União com trabalho sério, capital produtivo e confiança inabalável no poder do fazer. Juntos, vamos virar este jogo!”

Na última semana, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou um estudo informando que, se o calendário “Rio de Janeiro a janeiro”, projeto elaborado pelo Conselho de Turismo do Rio, for implantado, ele pode atrair 15% a mais de turistas para a cidade. Com isso, o impacto econômico total na cidade seria de R$ 4,61 bilhões em um ano. Só em arrecadação de tributos para a prefeitura, a estimativa é de que entrem a mais para os cofres municipais cerca de R$ 200 milhões. Quanto a empregos, técnicos da FGV falam em novos 74.560 postos de trabalho. Tudo isso levando em consideração que o trabalho foi feito com base em 2016, um ano de crise.

Para o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e integrante do Conselho de Turismo, Paulo Protasio, a Segurança Pública não deve ser adiada e que o turismo na cidade vai alavancar a volta do desenvolvimento do estado e do país. “Não há como realizar um projeto como este sem antes resolver o caos que vive a segurança pública hoje. Precisamos de um esforço conjunto para termos uma mudança nesse processo. Se o Rio reagir, o país vai reagir também”, afirma Protasio.

Clique aqui para conferir, na íntegra, a Carta Aberta ao Presidente da República.

Carta Presidente

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