Empresários pedem reformas estruturais para o País avançar

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O 3º Fórum Nacional CACB Mil teve seu fim nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro. Durante os dois dias de encontros, palestras, debates, diversos empresários, lideranças e autoridades de todo o país discutiram o futuro da nação. Na cerimônia de encerramento do Congresso, o presidente da CACB, George Pinheiro, leu o documento final produzido durante o encontro, a chamada Carta do Rio. A síntese de pensamento dos empresários será entregue ao presidente Michel Temer e que norteará os passos da iniciativa privada.

O presidente da CACB, George Pinheiro, mostra a Carta do Rio de Janeiro, que será entregue ao presidente Michel Temer Foto: Itamar Aguiar/Agencia Freelancer/Divulgacão.
O presidente da CACB, George Pinheiro, mostra a Carta do Rio de Janeiro, que será entregue ao presidente Michel Temer Foto: Itamar Aguiar/Agencia Freelancer/Divulgacão.

A Carta manifesta apoio à discussão da PEC do teto dos gastos. “A noção de que existe meta fiscal e de que a inflação está sob controle gera menos pressão sobre o Banco Central e o País, dessa forma, poderá voltar a dispor de uma taxa de juros mais branda para pavimentar um novo círculo virtuoso para a economia”, diz o documento.

Lido para uma plateia composta por empreendedores de todo País, que somaram 1000 inscrições, o documento diz que a responsabilidade fiscal não pode ser perdida e é uma prioridade. Formaliza o apoio aos objetivos do governo e acrescenta a urgência na promoção das reformas tributária, previdenciária, trabalhista e política.

O documento sugere, ainda, a simplificação e modernização das leis trabalhistas para permitir o ingresso vigoroso de empreendedores à formalidade e reduzir o Custo Brasil além de combater a pirataria. Assinada pelos presidentes de 27 Federações Empresariais presentes no Congresso, a Carta do Rio enumera cinco proposições em duas laudas.

Salientando que o País deve estabelecer de forma imediata uma idade para a aposentadoria dentro dos padrões mundial para salvar o rombo da previdência. Os congressistas pedem o resgate das concessões e parcerias como ferramenta ao estímulo ao investimento privado. Na agenda de mudanças necessárias, a Carta do Rio propõe a luta incansável pela ética e classifica como “urgente” as reformas política, tributária, trabalhista e previdenciária.

BNDES ABRE DIÁLOGO COM EMPRESÁRIOS

A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, foi franca e direta, no 3° Fórum Nacional CACB Mil, selando uma troca de informações relevantes com os empreendedores. Com a lotação esgotada, Maria Silvia preferiu ouvir os empresários e disse ao presidente da CACB, George Pinheiro, que o BNDES pode fazer mais rápido e melhor.

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A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, fala para empresários durante o 3º Fórum CACB Mil

Durante quase uma hora de perguntas e respostas, disse que “o País se encontra numa situação muito difícil, retrocedeu 10 anos e hoje está com cerca de 23 milhões de desempregados o que afeta milhões de famílias”. Esta realidade, segundo Maria Silvia, está em todos os setores do BNDES. “Sabemos que é difícil atender a todos com capital de giro e linhas de financiamento”. Revelou, no entanto, que um dos primeiros projetos de sua gestão, de quatro meses, está relacionado com as micro e pequenas empresas.

A infraestrutura, para a presidente do BNDES, é uma das áreas cruciais para a retomada do desenvolvimento. “O processo de concessões é uma das prioridades do banco”. Ela ficou impressionada com a capilaridade da CACB, presente em 2300 municípios e em 27 Estados. Por esta razão, admitiu promover estudos para a implantação de postos avançados aproveitando a estrutura da entidade.

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