‘Limpar a Baía de Guanabara significa fazer o saneamento de toda a periferia metropolitana’, afirma Vicente Loureiro

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Milhares de moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro convivem diariamente com esgoto a céu aberto. “A verdade é que o saneamento básico na periferia metropolitana está perto do zero”, lamenta o diretor-executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro, Vicente Loureiro. De acordo com ele, o programa de despoluição da Baía de Guanabara fez investimentos importantes em estruturas significativas, como estações de tratamento, mas não fez as redes coletoras locais ou as ligações domiciliares.

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“O saneamento básico na periferia metropolitana está perto do zero”, lamenta o diretor-executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro, Vicente Loureiro

Loureiro disse ainda que seriam necessários de R$ 12 bilhões a R$ 13 bi para universalizar o serviço de saneamento em todos os 21 municípios da região e, de fato, despoluir a Baía de Guanabara. “A gente não faz isso em menos de 20 anos”, avaliou o dirigente, nesta quarta-feira (27/7), durante reunião do Conselho Diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio).

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Grandes representantes empresariais do Rio de Janeiro estão mobilizados quanto aos temas relevantes para o ordenamento urbano da Região Metropolitana e lotaram o auditório da ACRio

Vicente Loureiro reforçou a ideia de que uma distribuição mais igualitária dos serviços essenciais à população, “questões estruturais, de saneamento, de mobilidade, saúde, ordenamento territorial”, não se faz em um governo, mas com uma política pública de estado. “Esse é um processo continuo e que não se faz por decreto. Mas sim com um conjunto de obras, de serviços, de conscientização da população. Tem que rasgar as cidades, fazer redes, olhar a infraestrutura”, ressaltou o diretor da Câmara.

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Modelar a Metrópole 1Hoje, o esgoto sanitário da maioria dos municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro é despejado nos rios, o que piora as condições da Baía de Guanabara. Para reverter esse quadro e reorganizar os centros urbanos a partir de um crescimento mais harmônico, equilibrado e que promova, de forma sustentável, mais qualidade de vida para 12 milhões de habitantes destas cidades, está sendo elaborado o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana, o Modelar a Metrópole.

Modelar a Metrópole 2A previsão é que o documento fique pronto em julho de 2017 e passe a ser uma referência para orientar as decisões governamentais, nos próximos 25 anos, em seis eixos estruturantes: expansão econômica, patrimônio natural e cultural, mobilidade, habitação e equipamentos sociais, saneamento e resiliência ambiental, reconfiguração espacial e centralidade.

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No dia 14/4, empresários deram, na ACRio, contribuições à elaboração do Modelar a Metrópole. Uma delas, pedia transporte marítimo de passageiros entre os municípios banhados pela Baía de Guanabara e o Centro da capital fluminense

A ACRio faz parte do Conselho Consultivo do Modelar a Metrópole. Sua participação na elaboração do projeto reforça o papel essencial da instituição no desenvolvimento, articulação e integração em diferentes esferas de planejamento urbano. No dia 14 de abril, empresários fluminenses participaram de um processo colaborativo de criação do plano, durante uma oficina realizada na Casa de Mauá.

Intercambio Municipal

Presente ao evento, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda de Juiz de Fora, em Minas Gerais, João de Mattos Neto, disse que “o desenvolvimento tem que ser montado e focado em todos os players que estão envolvidos”. O responsável pela pasta completou que “pela proximidade com a cidade e o estado do Rio de Janeiro, Juiz de Fora tem procurado estreitar esse relacionamento”.

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O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda de Juiz de Fora, João de Mattos Neto, é também vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora

O secretário Neto ressalta que “o associativismo é o melhor fórum para que se façam propostas, reivindicações e que se encontrem soluções para o desenvolvimento”.

“O país não pode continuar estagnado, sem novos negócios. Vivemos um momento difícil e, através das Associações Comerciais, vamos chegar a algum lugar porque são empresários que entendem do negócio de desenvolvimento e estão muito vivos e ativos no mercado”, avaliou Mattos Neto.

Novos associados

A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio) oferece diversas vantagens para os seus associados pessoas físicas e jurídicas. Nos últimos meses, eles tiveram a oportunidade de participar das edições do Café com Negócios, onde o diferencial é o intercâmbio de ideias, sem intermediários, e a consolidação de uma forte rede de contatos, e da Rodada de Negócios, onde micros e pequenos ficam frente a frente com grandes empresas e atuam como fornecedores de produtos e serviços.

Os mais novos associados à ACRio foram diplomados nesta quarta-feira (27/7), durante reunião do Conselho Diretor. Eles receberam seus diplomas da vice-presidente de Associados da ACRio e coordenadora do Comitê de Assuntos Tributários da Casa, Marta Arakaki. São eles: Pessoas Físicas – José Fernando Batista de Albuquerque (foto 1); Luiz Marinho Torres Janela (foto 2) e Paulo Maurício de Albuquerque Senra (foto 3). Pessoas Jurídicas – Diretora da Conceituau Capacitação Empresarial, Claudia Araújo (foto 4); a sócia da Maristela Simões Indústria e Comércio de Perfumaria e Cosméticos, Maristela Monteiro (foto 5); o sócio da Mind Estudos e Projetos de Engenharia, Gustavo Palombini (foto 6), e o diretor da Verit Investimentos, Bruno Lopes (foto 7). Responsável pelas Relações Internacionais da Souza Cruz (empresa associada à ACRio), Fernando Bomfligio (foto 8) foi empossado como diretor convocado.

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