Ministério da Cultura pretende realizar encontros sobre a Lei Rouanet e o setor privado

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A primeira edição do tradicional Almoço do Empresário de 2017, evento realizado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio), contou com a presença do ministro da Cultura, Roberto Freire, e de empresários fluminense que incentivam a cultura na cidade e no país. Durante o evento, o presidente da ACRio e ministro Roberto Freire falaram sobre a promoção de encontros com o setor privado para o incentivo a parcerias de eventos e produções culturais. “Queremos nos oferecer como cidade para realizar o primeiro encontro empresarial em torno da nova proposta da Lei Rouanet, ainda no ano de 2017″, ressaltou Protasio.

O Ministro da Cultura aceitou a proposta e afirmou que pretende realizar esses encontros em todos as capitais do país. “A ideia do ministério é que esse encontro seja feito em todas as capitais do Brasil, para explicar as mudanças da nova lei e o que isso muda para o empresário que quer incentivar a cultura no nosso país”, afirma Freire.

O ministro falou, ainda, sobre as mudanças na Lei Rouanet anunciadas na no dia 21 de março. Entre as modificações, está a criação de tetos para captação de recursos de R$ 10 milhões por projeto, e para arrecadação de recursos por pessoas jurídicas, de R$ 40 milhões. A reforma gerou questionamentos de setores da classe artística. Freire atribuiu a mudança a críticas feitas durante os governos do PT.

“Apresentei a reforma por (causa de) algumas críticas que eram feitas. Nós mesmos fazíamos, na oposição. Alguns setores, que eram governo, estão fazendo agora, embora tenham passado 13 anos e não mudaram nada. Em três meses (de gestão), a gente mudou”, disse o ministro.

Freire garantiu que não haverá redução de recursos para a cultura. “Continua o que vinha na instrução anterior. A lei não é para dar lucro, é de incentivo. Ela não também não é para dar prejuízo, ela tem que levar em consideração inclusive que alguns desses eventos não são importantes apenas do ponto de vista cultural, como também na economia porque gera empregos e renda. É uma parte da economia, inclusive. A lei é de mecenato, não é para viabilizar lucros”, disse.

Outro assunto debatido no evento foi o Bicentenário da Independência do Brasil, em 2022. A data já mobiliza setores da sociedade como o turismo e a cultura. Para Paulo Protasio, o Rio de Janeiro precisa ser uma parte fundamental e deve estar Comissão das comemorações do bicentenário. Durante a realização do tradicional Almoço do Empresário, o ministro da Cultura afirmou que alguns passos já foram dados para as homenagens em 2022.

Prêmio Visconde de Mauá – Cultura 2016

Na ocasião, o Conselho Empresarial de Cultura realizou a entrega do Prêmio Visconde de Mauá – Cultura 2016. As empresas vencedoras desta edição foram a Bhering Produtos Alimentícios; o Centro de Integração Empresa Escola – Rio de Janeiro; e o Grupo Sofitel. O presidente do CE, Ricardo Cravo Albin, celebrou e ressaltou a importância do prêmio para a cidade do Rio de Janeiro e de projetos que incentivem a cultura. “Este prêmio é um prêmio original. Os empresários são premiados por incentivar a cultura no nosso país, no nosso estado e na nossa cidade. É um encontro dos que fazem a cultura e os que dão suporte e infraestrutura para isso acontecer”, afirma Albin.