Para diretor de operações da Rio 2016, país precisa ser moldado para receber grandes eventos

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General de divisão Marco Aurélio Vieira
Vieira: “Nós conseguimos fazer muitas coisas, mas perdemos muitas oportunidades”

A Rio 2016 foi um marco na história brasileira no ponto de vista da segurança pública. 85 mil profissionais participaram do esquema de segurança, tornando-se o maior esquema de segurança da história dos Jogos Olímpicos e, ainda, o maior da história do país. Para o diretor executivo de operações do Comitê Organizador Rio 2016, o General de Divisão Marco Aurélio Vieira, apesar do êxito, grande parte da sociedade brasileira não percebeu o tamanho da operação e do que foram os Jogos Olímpicos.

“O grande problema que nós tivemos desde o início foi a falta de percepção da grandeza das Olimpíadas. Acabou a Rio 2016 e muita gente achou que nós tínhamos organizado uma olimpíada de colégio. Não tinha noção dos números grandiosos”, explica o General. “A cidade já havia recebido outros eventos como Rock in Rio, Jornada Mundial da Juventude, Réveillon de Copacabana, entre outros. Mas não tinha visto nada igual ao Jogos Olímpicos. Foi uma experiência totalmente nova”, conclui.

O diretor lembrou também que muitos ajustes foram realizados perto da realização dos Jogos. Segundo ele, a cidade e o País precisam ser moldados para receber grandes eventos e deu exemplos como leis de compras e aquisições que estavam desatualizadas e atrapalharam a organização do evento. “Nós conseguimos fazer muitas coisas, mas perdemos muitas oportunidades. Ficamos assistindo à Olimpíada acontecer”, lamenta Vieira durante palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio), promovida pelos Conselhos Empresariais de Segurança Pública, Ética e Cidadadania; e de Turismo Pró-Rio.

Outra barreira que foi superada foi a desconfiança dos estrangeiros e dos próprios brasileiros. Além da pressão externa em relação a dengue, zika e outras doenças, e alertas para atentados terroristas, a Rio 2016 aconteceu em um período de problemas políticos e econômicos graves. Para Marco Aurélio Vieira, a realização de grandes eventos requer trabalhos de comunicação para afastar esse tipo de preocupação. “Todos são responsáveis pela segurança pública. É dever e direito nosso”, declara o General.

O General de Divisão, Marco Aurélio Vieira, recebeu a medalha Visconde de Mauá das mãos do presidente do CE de Segurança Pública, Ética e Cidadania, Luciano Porto; do presidente da ACRio, Paulo Protasio; e do presidente do CE de Turismo Pró-Rio, Sávio Neves
O General de Divisão, Marco Aurélio Vieira, recebeu a medalha Visconde de Mauá das mãos do presidente do CE de Segurança Pública, Ética e Cidadania, Luciano Porto; do presidente da ACRio, Paulo Protasio; e do presidente do CE de Turismo Pró-Rio, Sávio Neves
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